Obra fotográfica constituída por cerca de 3,4 mil negativos da autora alemã que começou a fotografar no Brasil, no final da década de 1930. Considerada uma das pioneiras do fotojornalismo brasileiro, registrou paisagens e cenas urbanas de diversas cidades, tipos humanos e retratos de personalidades do meio cultural e artístico de sua época.
Hildegard Rosenthal (1913-1990) vive até a adolescência em Frankfurt, na Alemanha, onde estuda pedagogia de 1929 a 1933. Mora em Paris entre 1934 e 1935. De volta a Frankfurt, estuda fotografia com Paul Wolff (1887-1951) – um especialista em câmeras de pequeno formato – e técnicas de laboratório no Instituto Gaedel. Em consequência do regime nazista, transfere-se para São Paulo, em 1937. Nesse ano, começa a trabalhar como orientadora de laboratório na empresa de materiais e serviços fotográficos Kosmos. Poucos meses depois, é contratada como fotojornalista pela agência Press Information e realiza reportagens para periódicos nacionais e internacionais. Nesse período, documenta São Paulo, Rio de Janeiro, o interior paulista e cidades do sul do Brasil, além de retratar diversas personalidades da cena cultural paulistana, como o pintor Lasar Segall e o escritor Guilherme de Almeida.
Suas fotos permanecem pouco conhecidas até 1974, quando o historiador da arte Walter Zanini realiza uma retrospectiva de sua obra no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC-USP. Em 1996, o Instituto Moreira Salles adquire mais de três mil negativos de sua autoria.
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