radio batuta

Neste programa apresentamos uma seleção de choros do início do século XX.

Alguns pesquisadores acreditam que a palavra "choro" é derivada do latim "chorus" (coro). Outra vertente de pesquisadores, como José Ramos Tinhorão, afirma que o termo é derivado do verbo "chorar". Os choros lentos (influência dos lundus chorados ou doce-lundu), por parecerem um lamento, lembram o verbo "chorar" e quando os instrumentos de cordas, principalmente o violão, são tangidos ao mesmo tempo para o acompanhamento da flauta, lembram um estado de melancolia. Segundo Luís da Câmara Cascudo, a palavra seria uma derivação de "xolo", certo tipo de baile que os escravos faziam nas fazendas. Da palavra derivou o vocábulo "xoro", que foi alterado para "choro". Já Ary Vasconcelos acredita que a palavra é uma corruptela de "choromeleiros", certa corporação de músicos do período colonial que executavam as "charamelas". Segundo Henrique Cazes, os instrumentos de palhetas "charamelas" são precursores dos oboés, fagotes e clarinetes. Na primeira década do século XX o termo "choro" já denominava o gênero, como uma forma musical definida e não mais como sinônimo de uma roda de músicos que executavam músicas populares. (Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira)


Repertório

Bloco 1
Brejeiro (Ernesto Nazareth) – Banda Colúmbia
Só para moer (Viriato Figueira da Silva) – Patápio Silva
Nacional (Francisco Assis dos Santos) – Grupo do Malaquias
Flauzina (Pedro Galdino) – Pessoal do Bloco
Itararé (Chiquinha Gonzaga) – Banda do Corpo de Bombeiros


Bloco 2
Como há de ser (Otávio Dutra) – Grupo Terror dos Facões
Santinha (Francisco Alves dos Santos) – Banda da Casa Edison
Choro e poesia (Pedro de Alcântara) – Ernesto Nazareth e Pedro de Alcântara
Alfredinho no choro (Alfredinho) – Pessoal da Lira
Miúda (Brasílio de Andrade) – Banda da Casa Faulhaber & Cia


Bloco 3
Corta-jaca (Chiquinha Gonzaga) – Os Geraldos
O cara de gato (Mestre Malaquias) – Banda da Casa Edison
Meus sonhos (Abdon Milanez) – Banda do Corpo de Bombeiros
Albertina (Irineu de Almeida) – Grupo do Malaquias
O Monteiro no sarilho (Albertino Pimentel) – Grupo Lulu O Cavaquinho


Bloco 4
Angélica (Arthur Ayrão) – Quarteto Luiz de Souza
Tupan (Chiquinha Gonzaga) – Banda do Corpo de Bombeiros
Por  hoje chega pessoal (Joaquim de Lima) – Grupo dos Desafinados
São João debaixo d’água (Irineu de Almeida) – Choro Carioca
Linguagem do coração (Joaquim Calado) – Ernesto Nazareh e Pedro de Alcântara


Bloco 5
Felicidade (Zé Cavaquinho) – Grupo do Zé do Cavaquinho
Os capadócios (José Nunes) – Alfredo Silva e Olímpio Mendonça
Súplica (Nelson Barros) – Sexteto Faulhaber
Não sei (General Gasparino)  - Grupo Terros dos Facões
Atraente (Chiquinha Gonzaga) – Grupo Chiquinha Gonzaga



Programação musical: Carla Paes Leme
Locução: Claudia Diniz
Sonorização e edição: Filipe Di Castro
Supervisão: Francisco Bosco